quinta-feira, 20 de fevereiro de 2020

Cores para casa, saiba a tonalidade certa para cada ambiente

Descubra como escolher as cores para casa mais adequadas, de acordo com o cômodo, e renove seu lar com praticidade e estilo!

Importantes não apenas para a decoração, as cores para casa, em cada ambiente, transmitem mensagens e diversas sensações. Por isso, nada melhor do que aproveitar o fim do ano para uma renovação no seu lar.

Nessa época, é interessante fazer com que a casa fique ainda mais aconchegante, tanto para atrair boas vibrações no ano novo, quanto para receber amigos e familiares. A melhor forma de promover essa mudança pode ser investindo nas cores certas. 

Cores para casa em diferentes cômodos


Escolher as cores para casa pode parecer uma tarefa difícil. Por isso, separamos algumas dicas e informações, levando em consideração também cores de tintas para pintar a casa por fora.

Dentre todas as cores, o branco é um clássico, que transmite paz e confere amplitude, claridade e leveza aos lugares, por isso é indicada como uma das principais cores para pintar casas internamente. Vale destacar que a variação off-white, não só para as paredes, mas também muito presente em pisos, por conferir sofisticação.


Revestimento de parede Off White Portobello para ambientes internos e externos 

Quarto e Sala


Considerando que a sala é um espaço descontraído e de convivência, vale investir em tons marcantes, como o laranja. Por ser uma cor que estimula comunicação, interação e criatividade, pode estar presente em uma das paredes do cômodo ou em elementos como almofadas, sofá, tapete e itens de decoração.

Para um ambiente mais elegante e luxuoso, o roxo pode ser a cor perfeita, principalmente para salas de jantar. Outra dica é utilizar pisos ou paredes em preto, que é uma cor sofisticada e moderna, mas que deve ser aplicada preferencialmente em cômodos grandes, pois pode dar a impressão de um espaço reduzido.


Projeto: Revisite. me

Ainda na sala, outra alternativa é investir no cinza, cor que transmite neutralidade, solução de conflitos e equilíbrio. Vale considerar pisos e revestimentos nessa tonalidade, como materiais que imitam cimento, para decorações mais urbanas, ou pedras naturais, para estilos mais rústicos.

Nos quartos, o cinza também é uma ótima opção, principalmente em cômodos masculinos, onde pode dar destaque a uma decoração mais industrial.


Projeto: Portobello Shop Macapá

Uma das alternativas mais procuradas tanto para quarto quanto para sala é o azul, que indica descanso, harmonia e tranquilidade. Por isso, uma excelente ideia é aplicá-lo nas paredes, no piso ou nos objetos de decoração, aproveitando a grande variedade de tons disponíveis e a sensação de aconchego que ele oferece.


Projeto: Daniela Marques Arquitetura

Além disso, a cor azul também é capaz de transmitir serenidade e favorecer atividades intelectuais e meditação, sendo ótima para cantinhos especiais, como o espaço da escrivaninha no quarto ou mesmo o home office.


Projeto: Zark Studio Lab

Cozinha e banheiro


Nas cozinhas, o mais comum é o uso de cores neutras, como branco, bege, preto, cinza e marrom, que são fáceis de combinar com diferentes estilos de decoração e podem estar presentes tanto no piso e no revestimento, quanto nos móveis e eletrodomésticos.


Cozinha com cores neutras e Porcelanato que reproduz Mármore Galileu Crema Portobello

Caso a intenção seja dar mais destaque ao ambiente, vale a pena considerar uma composição de tons neutros com outros mais marcantes, como o vermelho, por exemplo, que aguça o paladar e pode potencializar o prazer nas refeições.


Projeto: Nataly Santos

No geral, é importante que o piso e o revestimento da cozinha sejam fáceis de limpar e resistentes à umidade. Por isso, é possível investir, por exemplo, em piso de porcelanato e pastilhas vermelhas na parede.

Já nos banheiros e lavabos, uma cor interessante é o amarelo, ideal para ambientes escuros ou sem janela, porque dá uma sensação de luminosidade.


Banheiro Amarelo com Porcelanato que Reproduz Mármore Galileu Crema Portobello

A cor pode estar presente no cômodo em itens como toalhas, porta-sabonete, objetos de decoração, no revestimento para paredes ou nos detalhes do piso, que pode ser de porcelanato. 

Áreas externas e fachadas da casa


Nas áreas externas, os tons terrosos criam um estilo moderno e rústico, transmitindo conforto e estabilidade. Invista na decoração com pisos cimentícios, que reproduzem amadeirados, de pedras naturais ou porcelanatos.

Vale ainda fazer uma composição com a cor verde, que pode estar presente em plantas naturais ou até mesmo em revestimentos de parede.

Para a fachada da casa, as possibilidades são inúmeras. Quem procura um estilo mais clássico e, ao mesmo tempo, com um toque natural, pode mesclar tons claros, como branco, com flores e plantas.


Casa Vogue Experience

No entanto, é possível também criar uma fachada mais urbana e moderna, com um design que valoriza linhas retas e cores como cinza, que pode estar presente no porcelanato retificado, por exemplo.


Projeto: Ocah Arquitetura e Engenharia

O que achou das nossas ideias de cores para casa? Agora é só colocá-las em prática para criar ambientes inspiradores e renovar seu lar!

sexta-feira, 14 de fevereiro de 2020

Estilo escandinavo na decoração

Charme e elegância de sua simplicidade

Antes de mobiliar uma casa é interessante conhecer alguns fundamentos da modernidade. Por exemplo, quais os estilos que se pode adotar para compor uma decoração contemporânea? 
O escandinavo é um que está bastante em alta. Trata-se de uma tendência mundial nórdica e que agora também faz sucesso no Brasil. Confira a seguir algumas dicas quanto às novidades na área de design de móveis.
estilo escandinavo na decoração cozinha
Projeto by Daniel Oliveira

Sobre o estilo escandinavo

O estilo escandinavo é considerado básico, porém bastante elegante e atemporal. Quando aplicado aos ambientes apresenta um leve toque de rusticidade. Tudo parece aconchegante e acolhedor. 
É que, na verdade, foi pensado para atender ao gosto e às necessidades daqueles que vivem em países com clima de frio extremo, como Dinamarca e Noruega. Mas, depois, acabou ganhando sua versão mais descontraída para combinar com os trópicos.
Estilo escandinavo na decoração branco
Projeto by João Paulo Amaral
estilo escandinavo na decoração quarto
Projeto by INÁ Arquitetura

Estilo escandinavo de decoração

O estilo escandinavo, embora tenha como principal característica a simplicidade, esbanja beleza. Sua linha em móveis é bastante funcional. 
Mesmo no Brasil, as peças produzidas são pensadas para atingir o mesmo nível de qualidade, resistência e durabilidade daquelas oferecidas em território europeu. De fato, são capazes de atender todas as necessidades domésticas de uma sociedade contemporânea.
Quase sempre, o estilo escandinavo de decoração apresenta linhas retas, acabamento liso e uma simetria geométrica bem rígida. Mas a riqueza de detalhes – muito bem pensados por sinal – é mesmo bem alta. E os tons e texturas de materialidades são escolhidos visando deixar a decoração com uma cara mais atraente e acolhedora possível.
estilo escandinavo na decoração quartos
Projeto by Ana Claudia e Daniel Oliveira
Pode-se dizer também que a  decoração escandinava como um todo é bastante minimalista. 
Afinal, seu conceito veio acompanhado da ideia de criar ambientes mais aquecidos e confortáveis para que as pessoas pudessem enfrentar – com alegria – o clima frio do inverno nórdico. Acabou que o mesmo nível de conforto também era desejado por quem vivia em outras partes do mundo. Assim, o estilo ficou popular.
estilo escandinavo na decoração parede preta
Projeto by Ana Carolina Campos França
Muitas propostas de interiores atuais são baseadas no estilo escandinavo de decoração. Residências pensadas assim apresentam ambientes claros e com visual bastante “limpo” – porém sem serem monótonas. 
Nuances como branco, cinza, bege e marrom se destacam nos cenários. Também vale a pena destacar os rosados – em especial das peças em rose gold. O novo e o tradicional são apresentados juntos, em total harmonia.
“É uma “decor” mais limpa, sem excessos, com muita luminosidade, pois tem a questão do frio do norte europeu. É feita de linhas retas, formas simples e cores neutras.” – disse a arquiteta Camila Valentini, em reportagem à Revista Zap Imóveis.
“São ambientes mais leves e descompromissados, com menos marcenaria fixa e um pouco de mistura do clássico com o contemporâneo.” – disse a arquiteta Gabriela Marques, em reportagem de Histórias de Casa.
estilo escandinavo na decoração integrados
Projetos by Inside Arquitetura e Design e Marcia Addor
De um lado podem-se ver itens metalizados em alta tecnologia e de outro as peças artesanais – próprias da cultura local. Não se pode esquecer dos itens naturais, como mantas em pele de animais, esculturas entalhadas em troncos de madeira e mais. 
É como se os projetistas desejassem moldar as casas como se fossem ninhos confortáveis para as famílias viverem e descansarem em paz.
estilo escandinavo quarto balanco
Projeto by Camila Fleck

Sobre as principais características dos móveis em estilo escandinavo

Os móveis escandinavos podem servir a vários propósitos e atender a todos os tipos de pessoas. Seu design é muitas vezes sustentável, modular, e capaz de criar ambientes mais funcionais e acolhedores. 
A maior aposta dos projetistas são aquelas peças mais baixas, em branco ou com texturas claras e neutras – típico do que é visto em produções minimalistas.
estilo escandinavo quarto cinza
Projeto by Inside Arquitetura e Design
Grande parte dos móveis escandinavos, como mesas e cadeiras, é feito em madeira. Aliás, os tons naturais deste material não poderiam combinar melhor com este estilo. 
Claro que o branco sempre será a cor primária destes ambientes decorados – oferecendo maior sensação de amplitude aos espaços.
estilo escandinavo na decoração mesa
Projeto by INÁ Arquitetura
Em lojas especializadas em artigos para o lar, também se pode ver móveis com estética escandinava com um ar bem mais natural. Um exemplo são as poltronas revestidas com estofamento em linho e algodão. 
Além disso, itens menores e coloridos, como criados-mudos, e grandes peças industriais com ar retrô – sobretudo em metal escuro – facilmente possíveis de serem garimpadas em antiquários.
estilo escandinavo sala
Projeto by Patricia Martinez
Você também pode utilizar o estilo escandinavo como guia para compor a decoração de sua casa. Use as imagens deste texto como fonte de inspiração. Crie algo especial para o seu lar, algo que atenda seu gosto e necessidades – além dos de sua família.

terça-feira, 4 de fevereiro de 2020

Dicas para montar uma cozinha rústica

Com a característica de remeter a vida no campo, é possível transformar um dos cômodos principais da casa sem deixar a modernidade e o conforto de lado. Confira as dicas para montar a cozinha rústica ideal!

A cozinha rústica é uma tendência no universo decorativo. Remetendo à vida no campo e na fazenda, ela traz uma dose extra de aconchego, ao mesmo tempo em que combina elementos modernos e extremamente funcionais.

Esse é o estilo perfeito para quem gosta de ambientes interioranos e procura por uma decoração de cozinha diferenciada e muito elegante.

Móveis e eletrodomésticos de cozinha rústica


Embora as cozinhas rústicas representem a vida na fazenda, elas não precisam deixar de fora as facilidades trazidas com a modernidade. Por isso, os eletrodomésticos para esse tipo de ambiente podem ser modernos, práticos e funcionais, desde que estejam aliados ao estilo.

Por exemplo, é possível, em um mesmo ambiente, contar com fogão e forno a lenha, mas também forno elétrico, permitindo escolher em qual se deseja cozinhar, dependendo da disponibilidade ou das necessidades do dia.

O mais bacana desse estilo decorativo é que ele conversa muito bem com o moderno. Dessa forma, você pode inserir elementos rústicos na decoração, ao mesmo tempo em que mantém uma coifa ou uma geladeira moderna, por exemplo, como os modelos de geladeira inox e frost free.



Elementos em inox, conferindo modernidade e sofisticação ao cômodo rústico (Projeto: Cassio Olivato)

Apesar disso, existem alguns elementos que não podem ficar de fora, principalmente em relação a móveis de cozinha.

Os dois materiais mais presentes nas cozinhas rústicas são a madeira e o ferro, que podem compor um armário de cozinha estilo rústico com o móvel em madeira e os pegadores em ferro.



A cozinha rústica pode combinar elementos em madeira com detalhes em ferro

A madeira também pode estar presente em vários outros elementos, como a mesa principal, as banquetas para cozinha, as cadeiras, o balcão de cozinha, as bancadas e outros detalhes.



Na cozinha rústica, a madeira pode estar presente na mesa, nos assentos e até nas janelas (Projeto: Ofício Casa – Erika Ribeiro e Ana Nogueira)

Engana-se quem pensa que a cozinha rústica funciona apenas em espaços grandes. Mesmo os locais pequenos podem contar com esse estilo, basta utilizar alguns truques, como suavizar o ambiente com madeira branca, oferecendo mais leveza ao cômodo.

Pisos e revestimentos rústicos


Para que a cozinha rústica ganhe identidade, os pisos e revestimentos são indispensáveis. É importante destacar que há muitas opções modernas, que reproduzem de maneira perfeita os materiais mais rústicos.

Por exemplo, os pisos de madeira para cozinha são tradicionais da decoração rústica. Se você quer mais facilidade, uma dica é escolher o porcelanato que reproduz madeira ou o piso cimentício que reproduz o material. Entre as opções da Portobello, é possível encontrar pisos em diferentes tamanhos e com aspectos distintos da madeira, variando a tonalidade e os detalhes.



Os pisos de madeira também são um diferencial nas cozinhas rústicas e dão charme ao ambiente (Projeto: Juliana Abad)

Outra opção interessante é o cimento queimado, fácil de aplicar e com um resultado lindíssimo. Aqui, também existem opções de porcelanato que reproduz cimento, que imitam essa textura, trazendo mais facilidade no dia a dia e na manutenção.

Para as paredes, o revestimento para cozinha rústica pode ser de tijolinho ou pedra. Assim como os pisos, também existem revestimentos cerâmicos que recriam essa textura ou papéis de parede 3D, além das versões tradicionais.

Decoração para uma cozinha rústica


Para deixar a decoração da sua cozinha completa, é preciso investir em elementos em estilo rústico, que precisam estar presentes.

A madeira e o ferro, por exemplo, são indispensáveis na decoração da cozinha rústica. Eles podem aparecer no armário de cozinha, nos móveis, na bancada e em outros detalhes, como portas, janelas, fogão e até nas tradicionais panelas de ferro penduradas.

Como a cozinha é um ambiente com umidade frequente, é essencial que a madeira seja tratada, assim como o ferro deve ser evitado em locais com água constante, pois corre o risco de enferrujar.

Além do ferro, você poderá combinar a madeira com vidro, pedras naturais, cimento queimado ou aço inox.

Os elementos naturais, por exemplo, são essenciais para cozinhas rústicas, que invariavelmente remetem à natureza. Portanto, é importante utilizar plantas, pedras, sisal, estampas de chita, filtro de barro e outros.

Você poderá investir em vasinhos de barro para montar uma mini horta vertical dentro da cozinha ou em peças decorativas, que remetam à natureza e lembrem dessa vida no campo.

Quanto às cores, as mais indicadas para esse estilo de cozinha são tons terrosos, como terracota, marrom, bege e ocre. Ainda assim, é possível criar pontos decorativos com tonalidades marcantes e alegres, trazendo vida ao cômodo, utilizando, por exemplo, azul, vermelho, amarelo ou estampas, como xadrez e poá.

De forma geral, a cozinha rústica é simples, mas não quer dizer que seja “simplória”. A simplicidade está diretamente ligada aos materiais, que não passam por grandes processos de refinamento.

Por isso, a dica é usar madeira de demolição, tijolinhos aparentes ou outros revestimentos e materiais modernos e tecnológicos, que reproduzam essas texturas.

Também é comum usar os próprios objetos domésticos como itens de decoração, por exemplo, as panelas penduradas, as prateleiras e nichos com as louças, alguns utensílios domésticos à mostra e até mesmo as “cortininhas” de tecido, substituindo as portas dos armários.


As cozinhas rústicas permitem usar os próprios utensílios domésticos como parte da decoração (Projeto: Ana Wolf Arquitetura e Interiores)

segunda-feira, 27 de janeiro de 2020

Clássico no design nacional , trama natural


Trazida da Ásia pelos europeus, a palhinha rapidamente foi apropriada pelo brasileiro e tornou-se um clássico da arquitetura e do design nacional, utilizada com enorme sucesso entre os anos 50 e 70. Agora, com a revalorização do artesanato, essa trama natural vazada, que tem tudo a ver com o clima tropical do Brasil, volta revigorada e atualizada ao décor. Em diferentes superfícies, de divisórias a móveis e revestimentos, ela retoma protagonismo e representa a busca por materiais mais naturais e o resgate da memória afetiva na decoração.
Por Dan Brunini

Foto: Rômulo Fialdini
Acalento no campo
Com dimensões generosas, entrada de luz natural abundante e muito espaço, esta casa de campo num condomínio de luxo em Bragança Paulista, no interior de São Paulo, é o lugar perfeito para a família se reunir e receber os amigos. Integrado com terraço e sala de jantar, o living com lareira é sinônimo de aconchego graças ao uso dos elementos naturais, especialmente da palhinha, que aparece nos estofados, e das pedras. “Os materiais naturais são sempre bem-vindos nas decorações modernas, clássicas e contemporâneas para as pessoas que buscam um ambiente despojado”, afirma a arquiteta Ana Maria Vieira Santos, responsável pelo projeto de interiores.

Foto: Daniel Veiga
Pitadas de brasilidade
Conectada ao living, a sala de jantar ficou mais aconchegante com a combinação de elementos que remetem à brasilidade, como o piso de madeira e as cadeiras Dia, com encosto de palhinha, assinadas por Jader Almeida para a Clami. “Elas têm uma transparência gostosa e mostram um certo toque artesanal”, comenta a  designer de interiores Marília Veiga, que assina o projeto.

Foto: Alain Brugier
Profusão de estilos e materiais
Ao criar esta sala de jantar com lugar para oito pessoas, o arquiteto Diego Revollo buscou mesclar diferentes cadeiras para enriquecer a decoração. “A ideia de usar modelos com braços mais contemporâneos e outros sem braços, feitos de madeira e palhinha, foi justamente para trazer aconchego e leveza à composição do ambiente”, comenta Diego. Segundo ele, a palhinha é leve e, ao mesmo tempo, resulta em aconchego. “Por ser vazada, ela é o contraste ideal para essa situação onde temos uma mesa maciça”, complementa.

Foto: Julia Ribeiro
Atmosfera nostálgica
Na reforma do próprio apartamento, a arquiteta Ana Angrimani não abriu mão da palhinha nas cadeiras da sala de jantar. “Gosto muito desse material por todas as suas características, como cor, textura e versatilidade, porém acredito que o aspecto nostálgico é o que faz com que todos amem a palhinha”, conta Ana. A trama aparece nas cadeiras M110, assinadas por Geraldo de Barros, e nos modelos de cabeceira Menna, de Sergio Rodrigues. “Esse elemento ainda contrasta com a madeira de tom escuro, predominante nos demais móveis”, completa a arquiteta.

Foto: Mariana Orsi
Recurso multifuncional
Ampliar o living, sem comprometer o visual e a integração do ambiente, foi o desafio encarado pelas profissionais da Inside Arquitetura & Design. Como solução, o escritório criou um painel telado, que expandiu a área e permitiu a colocação de um sofá em L ainda maior. “Isso porque a telinha permite a passagem de luz entre a circulação de entrada e o próprio living, sem eliminar a sensação de amplitude que a casa já tinha”, explica Sara Rollemberg. “A palhinha trouxe um ar retrô e, ao mesmo tempo, sofisticado ao ambiente, além de conferir leveza”, completa.

Foto: Gui Morelli
Leveza acentuada
Um ambiente de tons neutros, sempre pronto para receber a família e os amigos. Esta é a proposta das salas de jantar e estar integradas no apartamento reformado por Carina Korman, sócia da Korman Arquitetos. Na seleção criteriosa dos móveis, as cadeiras Mad, com encosto de palhinha e desenho de Jader Almeida (Dpot) foram a escolha perfeita para conferir leveza à decoração. “Sempre em alta, é um elemento que resulta em aconchego e conforto por ser natural”, acredita Carina.

Foto: Evelyn Müller
Separação delicada
Nesta casa, em que todas as salas são abertas e integradas, a divisória de madeira e palha ajuda a deixar o espaço de jantar mais acolhedor e intimista. “A palhinha, que trouxe leveza e equilíbrio em contraponto ao piso de pedra e à mesa de mármore, também está presente nas cadeiras de jacarandá dos anos 60”, explica a designer de interiores Marcela Pepe, autora da reforma. “Não costumo me basear em tendências na hora de fazer um projeto. Mas, esse material está em alta e rende detalhes bem elegantes, descontraídos, além de ser atemporal”, conclui.

Foto: Luis Gomes
Valorização nacional
A ambientação desta sala de jantar proposta por Alice Martins e Flavio Butti buscou valorizar a identidade brasileiras, evidenciando designers, artistas e artesãos nacionais. Em destaque no encosto das cadeiras Bossa Palha (Dpot), a palhinha não só traz aconchego como combina com a atmosfera de campo. “Esse material está presente na nossa história, desde a época em que curtíamos as casas dos nossos avós”, acredita Flavio. “Nos dias de hoje, vem ao encontro da vontade de resgatar essas lembranças e valorizar os materiais naturais, que de alguma forma trazem a ideia de uma vida com mais qualidade” observa.

Foto: Edgard César
Em harmonia com a madeira
Ao transformar a varanda gourmet em sala de jantar, o arquiteto Leo Romano conseguiu ampliar a ala social e tornar o momento de receber dos moradores muito mais especial. Em torno da mesa Chuva, desenhada por Leo, estão as cadeiras da Thonart, cuja palhinha traz harmonia ao conjunto, que conta ainda com as portas de correr de muxarabi. “A ideia é desvendar a cozinha somente quando necessário”, conta Leo.

terça-feira, 21 de janeiro de 2020

Conheça a técnica de plantscaping

Paisagismo residencial


Entenda o que a técnica do plantscaping tem a oferecer para o paisagismo residencial e, principalmente, para os moradores da sua casa.

O plantscaping é uma técnica de paisagismo residencial e comercial desenvolvida por arquitetos paisagistas que vai além do design de interiores na tentativa de unir ambiente e natureza.

Como resultado, é possível desenvolver um espaço com elementos naturais e emocionais, favorecendo a beleza do ambiente interno e o bem-estar dos moradores, já que o modelo se baseia na psicologia ambiental para personalizar o projeto com plantas que estimulam a qualidade de vida.

Neste artigo, você vai conhecer um pouco mais sobre essa técnica inovadora de reproduzir ambientes naturais em lugares internos com o objetivo de proporcionar sentimentos agradáveis.

O que é plantscaping? 




Apartamento aconchegante com toque em madeira e presença do plantscaping (Projeto: Cássio Olivato)

O plantscaping é uma estratégia de paisagismo residencial desenvolvida para levar elementos naturais a ambientes fechados.

A técnica é formada por uma mistura de dicas de cultivo, psicologia ambiental, arte e design. Também envolve a localização correta de espécies, buscando potencializar e destacar alguns aspectos com o objetivo de personalizar os espaços.

O plantscaping vai além da simples seleção de plantas e flores. É necessário conhecimento para complementar e enfatizar o projeto arquitetônico, levando beleza para seu design visual e espacial ao incluir elementos naturais.

Como essa técnica de paisagismo residencial funciona na prática? 




Ambiente com plantscaping e interação com a natureza no espaço externo (Projeto: Sidnei Machado)

O processo do plantscaping é dividido em três etapas: design, seleção e instalação. Conheça um pouco de cada uma delas para entender como a técnica funciona na prática.

Design


A primeira etapa consiste em analisar os objetivos do cliente com o paisagismo residencial e espaço físico, observando os ângulos de cada cômodo, cores, horizontes, pontos focais e outros detalhes que são essenciais para determinar a espécie que deve ser escolhida para cada lugar.


Área gourmet mescla rusticidade e natureza na técnica de paisagismo residencial (Projeto: Jean Carlos Bonissoni)

Seleção


Selecionar corretamente os componentes do paisagismo residencial é uma forma de garantir o sucesso da técnica. É fundamental conhecer as características das espécies, o crescimento e as necessidades de luz, entre outros detalhes.

Além disso, é preciso pensar em vasos como elementos artísticos no plantscaping, uma vez que auxiliam a compor o ambiente. Eles devem combinar com a composição dos móveis, filosofia do espaço e os objetivos do cliente.


Plantscaping compondo ambiente com Magma Rock (Foto: Portobello S.A.)

Instalação


A etapa de preparação para instalação das plantas no ambiente é a última — e, em alguns projetos, pode ser a mais demorada. As espécies devem ser colocadas em locais específicos que sejam propícios para seu desenvolvimento e crescimento saudável, de modo que proporcionem bem-estar e qualidade de vida.

Vantagens do plantscaping



Plantscaping auxilia na extração da umidade nos espaços (Projeto: Elcio Bianchini)

São inúmeras as vantagens de envolver elementos naturais no interior residencial com o plantscaping. Espécies vivas são uma excelente opção para diminuir o calor e extrair umidade dos espaços, além de melhorar a qualidade do ar e acústica.

O plantscaping também contribui para a distribuição e organização dos cômodos, melhora o bem-estar e a qualidade de vida e estimula a produtividade e criatividade. A prática ainda permite o desenvolvimento consciente e a empatia de crianças, que passam a valorizar e cuidar de elementos da natureza.

É importante lembrar que o plantscaping não se trata só da compra de vasos de flores, mas sim do complemento e aprimoramento do espaço com elementos da natureza, por meio de planejamento arquitetônico que gere conforto.


Cestos, treliças, cachepots compõem ambiente planejado com plantas (Projeto: Timenetsky Sallum)

quinta-feira, 16 de janeiro de 2020

Décor em tons de rosa

Cor traz calma e serenidade a um apartamento jovem e descolado



Este apartamento de 60 m², em Curitiba, ficou por muitos anos alugado até que a proprietária, uma fonoaudióloga de 34 anos e solteira, decidiu tê-lo como moradia.
Para revitalizar o imóvel e deixa-lo à sua feição, a jovem procurou a arquiteta Larissa Lóh, a quem fez alguns pedidos inegociáveis: a área social deveria ter móveis brancos com detalhes em rosa, entre eles o sofá; o piso de madeira teria de ser preservado; e, para uma obra mais rápida, não se faria forro de gesso para embutir a iluminação.
Nada que contrariasse o senso estético da arquiteta, que de cara também gostou do revestimento do piso e concordou com a escolha pelas nuances de rosa. “Além de estar super em alta, é uma cor muito versátil, que harmoniza e brinca com outros tons e texturas, sugerindo calma e serenidade”, observa Larissa.
Com a paleta de cores definida, era hora de partir para os detalhes. Logo na entrada do apê, o revestimento em 3D do hall traz um aspecto atual revelado no formato quadriculado do porcelanato, que se repete no tapete em couro da sala.
Atendendo ao desejo da moradora, o sofá em rosa quartzo, assim como os nichos da marcenaria e as cadeiras em veludo do jantar, cria uma atmosfera de glamour, trazendo delicadeza e bem-estar para a área de convivência.
Na iluminação, a opção foi por trilhos no teto e luz indireta no mobiliário sob medida, acelerando a reforma e obtendo pontos de luminosidade para um cenário mais aconchegante. O pendente em dourado, sobre a mesa de jantar, é o grande destaque da sala.
Para a cozinha, Larissa preferiu trabalhar com cores neutras, como o branco e o fendi. O revestimento instalado em paginação espinha de peixe repete o desenho do taco de madeira da sala, criando harmonia com o restante do apartamento.
O quarto ganhou armários com espelhos para trazer amplitude e um cantinho de estudos que conta com bancada em vidro e gaveta para guardar jóias. O rosa da área social foi trazido para o dormitório através dos objetos de decoração, como a manta de tricot e o quadro, que tem o dourado e o rosa numa versão mais marcante, tendendo para o ultra violet.
Prático e funcional, o banheiro recebe paleta de cores claras, com revestimento marmorizado polido nas paredes. Tudo projetado para deixar ainda mais em evidência o apuro nos detalhes e o mood feminino.

terça-feira, 7 de janeiro de 2020

Dúvidas na hora de pintar as paredes, confira 5 dicas

Quais são os tipos de tinta mais indicados para cada ambiente da casa?
Os ambientes mais secos, como salas e quartos, podem ser pintados com a tinta Látex PVA, que é lavável e tem três tipos de acabamento para escolha: fosca, semibrilho e acetinada. Na varanda e nas áreas externas em geral, dê preferência ao uso das tintas mais resistentes ao calor do sol e à chuva, que evitam a criação de mofo. A tinta Cal é uma boa opção para quem quer esconder as imperfeições da parede. Outra opção é a tinta com Textura, como o grafiato, que é mais resistente e protege contra infiltrações, além de oferecer várias possibilidades de ranhuras. Já a tinta Acrílica é uma das mais utilizadas e pode ser aplicada em ambientes internos e externos, com muitas opções de acabamento e a vantagem de ser impermeável. Para ambientes como banheiro, lavanderia e áreas molhadas, a tinta acrílica, resistente à umidade e mofo, é sempre a mais indicada.

Quando usar as tintas esmalte e epóxi?
A tinta Esmalte, com base de óleo, é perfeita para aplicação em madeira, como portas e rodapés, em metais e mobiliários. Tradicionalmente, é uma tinta mais resistente, com secagem demorada. Hoje existe no mercado também a tinta esmalte à base d’água, mas o acabamento não é tão liso e é menos resistente que a esmalte a óleo. Já a tinta Epóxi é produzida em resina plástica e oferece alta resistência ao atrito, sendo indicada para locais como garagens, hospitais e quadras esportivas. Em projetos de interiores e exteriores, é uma alternativa para quem quer restaurar um ambiente e tem pouca verba: ao invés de trocar um piso ou azulejo, pode-se apenas pintar da cor desejada e obter um ar diferente para o piso ou parede.

Onde os acabamentos fosco, brilho e textura são bem-vindos?
A tinta fosca é ideal para ambientes internos e mais discretos. Ela é perfeita para paredes com muitas imperfeições, pois ajuda a esconder os defeitos. Ao contrário da fosca, a tinta brilho realça as paredes – e também as imperfeições. Ela dispensa acabamento, com a vantagem ainda de facilitar o dia a dia de limpeza e a prevenção da umidade. A textura é um acabamento mais específico. Para isso, existe uma cartela enorme de desenhos para a aplicação desse tipo de tinta. Ela é de alta durabilidade e protege a alvenaria da umidade, sendo muito usada em áreas externas.

Cores escuras ou intensas exigem mais cuidado?
Sim, certamente. Se optar por uma tinta com um tom mais forte, como o vermelho, prefira uma tinta fosca. O acabamento brilho vai deixar a pintura ainda mais evidente e destacar qualquer pequeno defeito.

Para quem quer fugir dos tons clarinhos e pastel, qual a recomendação?
Nossa sugestão é brincar com a cor em uma ou duas paredes, não no ambiente todo. As cores escuras podem ser usadas em diversos espaços, deixando-os mais intimistas, como na sala de TV, nos quartos e até no banheiro. Uma forma de usar o tom escuro é destacar uma parede que tem algum quadro ou peça de design. A parede do home office na sala de estar, por exemplo, pode ser pintada de cor diferente, sobressaindo que aquele espaço foi reservado para ser o escritório da casa. Mas, se decidir pintar várias paredes de um mesmo ambiente com um tom escuro, a orientação é ficar atento com a iluminação, para não deixar o ambiente muito “dark”.